Sarah Pauline Charlotte Marie Gayetti, natural de Lyon, na França, nasceu em 15 de agosto de 1882.
Ainda muito jovem, acolheu o chamado do Mestre e decidiu consagrar sua vida ao serviço do Senhor na Congregação das Irmãs de Notre Dame de Fourvière. Em 17 de abril de 1900, recebeu o hábito religioso e passou a chamar-se Irmã Maria de Jesus e mais tarde, Madre Maria de Jesus. Atraída por uma grande força, viu-se, desde cedo, seduzida pelo ideal de educadora. Desde os primeiros anos, Sarah foi revelando a tenacidade de seu caráter, a sua “vontade de ferro” a serviço de um “coração de fogo”.
A jovem decidiu dar uma resposta ao chamado do Amor, mesmo que, para isso, suas buscas fossem muitas vezes permeadas pela dor, pelos obstáculos e por um caminho sem volta.
Os primeiros anos foram marcados por perseguições, calúnias e incompreensões, mas, Madre Maria de Jesus estava disposta a viver esta aventura e caminhou entregue ao amor, que dava sentido à sua decisão, arriscando-se na esperança e vivendo na certeza da fé.
A Congregação das Religiosas Missionárias de Nossa Senhora das Dores foi fundada por Madre Maria de Jesus com a colaboração de sua prima, Madre Maria Miguel. Em 28 de agosto de 1913, elas chegaram em terras brasileiras e, por um equívoco permitido pela Divina Providência, assistiram à primeira Missa no Brasil, no altar de Nossa Senhora das Dores, confirmando o desejo de Madre Maria de Jesus de dar à Congregação que nascia um título mais conhecido. Tornaram-se assim, as Religiosas Missionárias de Nossa Senhora das Dores.
“Segue a estrela. Deus faz o teu caminho longo e rude! Raramente serás compreendida! Sofrerás muito no corpo, na alma e em teus afetos. Mas o Senhor será o apoio no teu caminhar. Caminho não há… É caminhando que o caminho se faz…
Abre-se o caminho! E vai… Vai, passo a passo… Vai se fazendo, rumo à libertação.
“Que eu suporte com paciência todas as privações que o Senhor me enviar, contanto que a Congregação viva e prospere.” Madre Maria de Jesus Certeza na chegada! O amor de Cristo, nos irmãos, é a motivação que foi dando sentido às lutas e fadigas, dores e esperanças, em cada gesto da missionária, na aventura de sua vida.
La compañera de la Madre María de Jesús, Emma Poyet, nació el 12 de septiembre de 1867, también en suelo francés, y se convirtió en la Madre María Miguel del Sagrado Corazón. Nació en una cuna humilde de campesinos de tradicional vida cristiana. Y si “a Dios le gusta hablarnos en silencio…”, ¿también le habló a ella, quién sabe, en los momentos de oración?
A companheira de Madre Maria de Jesus, Emma Poyet, nasceu em 12 de setembro de 1867, também em solo francês, e veio a se tornar Madre Maria Miguel do Sagrado Coração. Ela nasceu em um berço humilde de camponeses de tradicional vida cristã.
E se “Deus gosta de nos falar no silêncio…”, falou também a ela, quem sabe, em momentos de oração?
Foi entre dúvidas e certezas que, aos 17 anos, Emma entusiasmou-se com a vida missionária e, em 8 de outubro de 1884, resolveu seguir este caminho. Pouco mais tarde, em 8 de setembro de 1885, ela revestiu-se do hábito religioso.
Na Vida Religiosa, invadida pela alegria e felicidade de quem se consagra a Jesus Cristo, se entregou como todas as outras, às atividades costumeiras. Seguiu para valer o chamado do Senhor.
Madre Maria Miguel devotou especial solidariedade à Madre Maria de Jesus, principalmente nos momentos mais difíceis da Vida da Religiosa.
Assim se expressou muitas vezes: “Podeis contar, sobretudo com minha boa vontade para vos ajudar, ou melhor, para caminhar ao vosso lado”.